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Canção do Esquecimento

Francisco Brancatti

Canción del olvido

Recitado:
Junto al retrato del hombre,
que mas amaba en el mundo
sumida en dolor profundo,
así cantó una mujer:

En la copa fatal de mi angustia
busco en vano beber el olvido,
pues lo mismo que un pájaro herido,
ya mis alas no puedo agitar.
Cuantos años de ausencia y no has vuelto,
será acaso que no te conviene,
y sin embargo sos padre de un nene
que llamándote está sin cesar.

Vos no sabés
que lindo está,
hoy, pues si lo ves,
te sorprenderás,
vieras que bien
dice papá.
Tu mala acción
olvidaré
y de corazón,
te recibiré,
con el perdón
que ansiosa te daré.

No es posible vivir así triste,
entregada al suplicio más cruento,
necesito tus frases de aliento,
tus miradas y besos de ayer.
Devolveme la dicha perdida,
retornando tu mismo a mi lado,
ya que el fruto de nuestro pecado
ha venido a cantar mi querer.

Canção do Esquecimento

Recitado:
Ao lado do retrato do homem,
que mais amava no mundo
mergulhada em dor profunda,
sim, assim cantou uma mulher:

Na taça fatal da minha angústia
busco em vão beber o esquecimento,
pues o mesmo que um pássaro ferido,
já não consigo agitar minhas asas.
Quantos anos de ausência e você não voltou,
será que talvez não te convém,
e mesmo assim você é pai de um menino
que te chama sem parar.

Você não sabe
como está lindo,
hoje, pois se você ver,
você vai se surpreender,
você veria que bem
ele diz papai.
Sua má ação
eu vou esquecer
e de coração,
te receberei,
com o perdão
que ansiosa te darei.

Não é possível viver assim triste,
entregue ao suplício mais cruel,
preciso das suas palavras de ânimo,
seus olhares e beijos de ontem.
Devolva-me a felicidade perdida,
voltando você mesmo ao meu lado,
já que o fruto do nosso pecado
veio cantar meu querer.

Composição: Francisco Brancatti / Rafael Sanchez