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Flor do Campo

Francisco Brancatti

Flor Del Campo

Dende que soy tu esclavo
ando como asonsao;
dejuro que es muy bravo
el bicho que me ha picao.

Si vieras, chacarera,
ni puedo descansar,
no hago la noche entera
más que soñar y soñar...

Montá en mi mula zarca,
chacarerita flor,
yo soy de esta comarca
criollo de ley pa' el amor.

Dende los cerros bajé a tu casa
por no poder aguantar,
este cariño que es una brasa
que entró a quemar y quemar...

Un buen catre tijera
te tengo riservao,
pa' que vos, chacarera,
veas que soy delicao.

No hago la del carancho
que busca ande picar
allá dentro 'e mi rancho
de tuito vas a encontrar.

Montá en mi zarca, chacarerita,
mucho sufrí ya por vos,
tengo en mi rancho una virgencita
que ha de velar por los dos.

Cuando crucemos el monte espeso,
del jariyal perfumado,
pa' tu boquita yo tengo un beso
que no ha de ser un pecao...

Flor do Campo

Desde que sou seu escravo
ando como um doido;
juro que é muito bravo
o bicho que me picou.

Se você visse, chacarera,
não consigo descansar;
não passo a noite inteira
sem sonhar e sonhar...

Montada na minha mula ruiva,
chacarerita flor,
eu sou dessa região
criollo de lei pra amar.

Desci dos morros pra sua casa
por não aguentar,
esse carinho que é uma brasa
que entrou pra queimar e queimar...

Um bom catre de madeira
te tenho reservado,
para que você, chacarera,
veja que sou delicado.

Não faço a do carancho
que procura onde picar
lá dentro do meu rancho
de tudo você vai encontrar.

Montada na minha ruiva, chacarerita,
sofri muito já por você,
tenho no meu rancho uma virgencita
que vai zelar por nós dois.

Quando cruzarmos o monte denso,
do jariyal perfumado,
para sua boquinha eu tenho um beijo
que não vai ser um pecado...

Composição: