Niño Bien
Niño bien, pretencioso y engrupido,
que tenés berretín de figurar;
niño bien que llevás dos apellidos
y que usás de escritorio el Petit Bar;
pelandrún que la vas de distinguido
y siempre hablás de la estancia de papá,
mientras tu viejo, pa` ganarse el puchero,
todos los días sale a vender fainá.
Vos te creés que porque hablás de ti,
fumás tabaco inglés
paseás por Sarandí,
y te cortás las patillas a lo Rodolfo
sos un fifí.
Porque usás la corbata carmín
y allá en el Chantecler
la vas de bailarín,
y te mandás la biaba de gomina,
te creés que sos un rana
y sos un pobre gil.
Niño bien, que naciste en el suburbio
de un bulín alumbrao a querosén,
que tenés pedigrée bastante turbio
y decís que sos de familia bien,
no manyás que estás mostrando la hilacha
y al caminar con aire triunfador
se ve bien claro que tenés mucha clase
para lucirte detrás de un mostrador.
Garoto de Classe
Garoto de classe, pretensioso e metido,
que tem a mania de se exibir;
garoto de classe que carrega dois sobrenomes
e que usa o Petit Bar como escritório;
playboy que se faz de distinto
e sempre fala da fazenda do papai,
enquanto seu velho, pra ganhar o pão,
toda manhã sai pra vender fainá.
Você se acha que porque fala de si,
fuma tabaco importado,
passeia por Sarandí,
e corta as patilhas como o Rodolfo
você é um chique.
Porque usa a gravata carmesim
e lá no Chantecler
se faz de dançarino,
e se joga a pomada na cabeça,
você se acha um cara
e é só um pobre otário.
Garoto de classe, que nasceu no subúrbio
de um cortiço iluminado a querosene,
que tem um pedigree bem duvidoso
e diz que é de família rica,
não percebe que tá mostrando a verdadeira face
e ao andar com esse ar de vencedor
fica bem claro que você tem muita classe
pra se exibir atrás de um balcão.
Composição: Roberto Fontaina, Víctor Soliño