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Cimarrona (part. Alberto Arenas)

Francisco Canaro

Cimarrona (part. Alberto Arenas)

Te recuerdo perdida en el tiempo
Cruzando las tardes de un pago lejano
Y me llegan temblando tus ecos
Por viejos caminos de trigo dorado

Cimarrona, tus crenchas al viento
Golpeaban las ancas, partidas del bayo
Y hoy regresan trayendo los tientos
Que trenzo en mi huella
De piedra y de cardos

Cimarrona linda
Con gustito a pasto
Con la piel fresquita
Con los ojos mansos

Fui como un amargo
Carancho pueblero
Que llegó al remanso
Feliz de tu alero

Cimarrona pampa
De inocencia llena
Que cayó en mi trampa
De palabras huecas

Por buscar la senda
Que lleva al olvido
Se volvió tapera
Tu nido vacío

Cimarrona (part. Alberto Arenas)

Te lembro perdida no tempo
Cruzando as tardes de um lugar distante
E me chegam tremendo seus ecos
Por velhos caminhos de trigo dourado

Cimarrona, suas tranças ao vento
Batiam nas ancas, do cavalo tordilho
E hoje voltam trazendo as rédeas
Que entrelaço na minha trilha
De pedra e de cardos

Cimarrona linda
Com gostinho de grama
Com a pele fresquinha
Com os olhos mansos

Fui como um amargo
Carcará de cidade
Que chegou ao remanso
Feliz sob seu abrigo

Cimarrona pampa
Cheia de inocência
Que caiu na minha armadilha
De palavras vazias

Por buscar o caminho
Que leva ao esquecimento
Seu ninho vazio
Se tornou uma ruína

Composição: Cátulo Castillo