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Cotorrita da Sorte (part. Alberto Arenas)

Francisco Canaro

Cotorrita De La Suerte (part. Alberto Arenas)

Como tose la obrerita
Por las noches
Tose y sufre
Por el cruel presentimiento
De su vida que se extingue
Y el tormento
No abandona
A su tierno corazón

La obrerita
Juguetona pizpireta
La que diera su casita
La alegría

La que vive
Largas horas de agonía
Porque sabe que a su mal
No hay salvación

Pasa un hombre
Quien pregona
Cotorrita de la suerte
Augura la vida o muerte
Quiere la suerte probar

La obrerita se resiste
Por la duda temerosa
Y un papel de color rosa
La cotorra va a sacar

Desde entonces
Deslizáronse sus días
Esperando al bien amado
Ansiosamente

Y la tarde en que moría
Tristemente
Preguntó a su mamita
¿No llegó?

Cotorrita da Sorte (part. Alberto Arenas)

Como tosse a operária
Nas noites
Tosse e sofre
Pelo cruel pressentimento
De sua vida que se apaga
E o tormento
Não a abandona
Seu coração tão terno

A operária
Brincalhona e esperta
A que daria sua casinha
Pela alegria

A que vive
Longas horas de agonia
Porque sabe que seu mal
Não tem salvação

Passa um homem
Que anuncia
Cotorrita da sorte
Prevê a vida ou a morte
Quer experimentar a sorte

A operária se resiste
Por causa da dúvida temerosa
E um papel de cor rosa
A cotorra vai tirar

Desde então
Deslizaram-se seus dias
Esperando pelo bem amado
Ansiosamente

E na tarde em que morria
Tristemente
Perguntou à sua mamãe
Não chegou?

Composição: José de Grandis