De Mi Barrio (part. Isabel de Grana)
Yo de mi barrio
Era la piba más bonita
Que en convento de monjas
Me eduqué
Aunque mis viejos
No tenían mucha guita
Con familias bacanas
Me traté
Y por culpa
De ese trato abacanado
Ser niña bien, fue mi única ilusión
Y olvidando por completo mi pasado
A un magnate entregué mi corazón
Por su porte
Y su trato distinguido
Por las cosas
Que me mintió al oído
No creí que pudiese
Ser malvado
Un muchacho tan correcto
Y educado
Y sin embargo, me indujo el mal hombre
Con promesas de darme su nombre
Y dejar su hogar abandonado
Para ir a vivir a mi lado
Y es por eso que mi vida
Se desliza
Entre el humo y el champán
Del cabaret
Mi dolor se convierte
En mil sonrisas
Porque al reír
Mi dolor acostumbré
Y si encuentro
Algún otario que pretenda
Con el oro
Mis amores conseguir
Yo lo dejo
Sin un cobre, pa' que aprenda
Y me paguen
Lo que aquel me hizo sufrir
Hoy bailo el tango
Soy milonguera
Me llaman loca y ¿qué sé yo?
Soy flor de fango
Una cualquiera
Culpa del hombre
Que me engañó
Entre las luces
De mil colores
Y la alegría del cabaret
Hoy vendo risas
Y vendo amores
Para olvidarme
De aquel que sé fue
Do Meu Bairro (part. Isabel de Grana)
Eu do meu bairro
Era a garota mais bonita
Que em convento de freiras
Fui educada
Embora meus pais
Não tivessem muita grana
Com famílias ricas
Eu me relacionei
E por culpa
Desse trato de gente rica
Ser uma menina bem, foi minha única ilusão
E esquecendo completamente meu passado
Entreguei meu coração a um magnata
Pela sua postura
E seu jeito distinto
Pelas coisas
Que me sussurrou no ouvido
Não acreditei que pudesse
Ser malvado
Um garoto tão correto
E educado
E, no entanto, me induziu o homem mau
Com promessas de me dar seu nome
E deixar seu lar abandonado
Para vir viver ao meu lado
E é por isso que minha vida
Desliza
Entre a fumaça e o champanhe
Do cabaré
Minha dor se transforma
Em mil sorrisos
Porque ao rir
Minha dor acostumei
E se encontro
Algum otário que pretenda
Com o ouro
Conquistar meus amores
Eu o deixo
Sem um centavo, pra ele aprender
E me pagarem
O que aquele me fez sofrer
Hoje danço tango
Sou milongueira
Me chamam de louca e o que sei eu?
Sou flor de lama
Uma qualquer
Culpa do homem
Que me enganou
Entre as luzes
De mil cores
E a alegria do cabaré
Hoje vendo risadas
E vendo amores
Para me esquecer
Daquele que sei que foi