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Mala Sorte (part. Ernesto Famá)

Francisco Canaro

Mala Suerte (part. Ernesto Famá)

Se acabó nuestro cariño
Me dijiste fríamente
Yo pensé pa' mis adentros
Puede que tenga razón

Lo pensé y te dejé sola
Sola y dueña de tu vida
Mientras yo con mi conciencia
Me jugaba el corazón

Y cerré fuerte los ojos
Y apreté fuerte los labios
Pa' no verte, pa' no hablarte
Pa' no gritar un adiós

Y tranqueando despacito
Me fui al bar que está en la esquina
Para ahogar con cuatro tragos
Lo que pudo ser tu amor

Yo no pude prometerte
Cambiar la vida que llevo
Por qué nací calavera
Y así me habré de morir

A mí me tira la farra
El café la muchachada
Y dónde haya una milonga
Yo no puedo estar sin ir

Bien sabés como yo he sido
Bien sabés como he pensado
De mis locas inquietudes
De mi afán de callejear

Mala suerte si hoy te pierdo
Mala suerte si ando solo
El culpable soy de todo
Ya que no puedo cambiar

Mala Sorte (part. Ernesto Famá)

Acabou nosso carinho
Você me disse friamente
Eu pensei comigo mesmo
Pode ser que você tenha razão

Pensei e te deixei sozinha
Sozinha e dona da sua vida
Enquanto eu, com minha consciência
Arriscava meu coração

E fechei bem os olhos
E apertei bem os lábios
Pra não te ver, pra não te falar
Pra não gritar um adeus

E devagarinho fui saindo
Fui pro bar que tá na esquina
Pra afogar com quatro doses
O que poderia ser seu amor

Eu não pude te prometer
Mudar a vida que levo
Porque nasci pra ser livre
E assim eu vou morrer

Eu sou atraído pela festa
Pelo café e pela galera
E onde tiver uma milonga
Não consigo ficar sem ir

Você sabe bem como eu sou
Você sabe bem como eu penso
Das minhas loucas inquietações
Do meu desejo de vagar

Mala sorte se hoje te perco
Mala sorte se fico só
O culpado sou eu de tudo
Já que não posso mudar

Composição: Francisco Gorrindo