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Mosterio (part. Ernesto Famá)

Francisco Canaro

Mosterio (part. Ernesto Famá)

Todo en la vida es mosterio
Y nadie sabe por qué
Mosterio es haber nacido
Y hacerse grande después

Mosterio son las carreras
Mosterio el andar a pie
Mosterio la cuenta 'el sastre
Y mosterio el ajedrez

Pero hay algo en esta vida
Que es de creer o reventar
Porque si fuéramos serios
No podríamos ni hablar

Por eso cuando le digan
Que mosterio es el comer
Usted conteste enseguida
Que eso es mosterio al revés

Que ¿por qué D'arienzo es ñato
Y Lomuto delgaducho?
Mosterio

Que ¿por qué De Caro es rico
Y Canaro millonario
Mosterio

Que, ¿por qué todos los días
Sale el Sol por la mañana
Y por qué tu viejo quiere
De qué se case tu hermana?
También mosterio

Que ¿por qué no nacen chicos?
Otro mosterio también

Mosterio (part. Ernesto Famá)

Tudo na vida é uma loucura
E ninguém sabe por quê
Loucuras é ter nascido
E crescer depois

Loucuras são as corridas
Loucuras é andar a pé
Loucuras é a conta do alfaiate
E loucuras é o xadrez

Mas tem algo nessa vida
Que é pra acreditar ou explodir
Porque se fôssemos sérios
Não conseguiríamos nem falar

Por isso, quando te disserem
Que loucura é comer
Você responda na hora
Que isso é loucura ao contrário

Que por que D'Arienzo é careca
E Lomuto é magrelo?
Loucuras

Que por que De Caro é rico
E Canaro é milionário?
Loucuras

Que por que todo dia
O Sol nasce de manhã
E por que seu pai quer
Que sua irmã case?
Também é loucura

Que por que não nascem crianças?
Outra loucura também

Composição: Ali Salen de Baraja (Fortunato Benzaquen )