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Sua Pálida Voz (part. Carlos Roldán)

Francisco Canaro

Tu Pálida Voz (part. Carlos Roldán)

Te oí decir: Adiós, adiós
Cerré los ojos y oculté el dolor
Sentí tus pasos
Cruzando la tarde
Y no te atajaron
Mis manos cobardes

Mi corazón lloró de amor
Y en el silencio resonó tu voz
Tu voz querida
Lejana y perdida
Tu voz que era mía
Tu pálida voz

Y en las noches desoladas
Que sacude el viento
Brillan las estrellas frías
Del remordimiento

Y me engaño que habrás
De volver otra vez
Desandando al olvido
Y el tiempo

Siento que tus pasos
Vuelven por la senda mía
Oigo que me nombras llena
De mortal fatiga

Para qué si ya sé
Que es inútil mi afán
Nunca, nunca vendrás

Sua Pálida Voz (part. Carlos Roldán)

Te ouvi dizer: Adeus, adeus
Fechei os olhos e escondi a dor
Senti seus passos
Cruzando a tarde
E não me impediram
Minhas mãos covardes

Meu coração chorou de amor
E no silêncio ecoou sua voz
Sua voz querida
Distante e perdida
Sua voz que era minha
Sua pálida voz

E nas noites desoladas
Que o vento agita
Brilham as estrelas frias
Do remorso

E me engano achando que você
Vai voltar outra vez
Desfazendo o esquecimento
E o tempo

Sinto que seus passos
Voltando pela minha senda
Ouço você me chamar cheia
De mortal cansaço

Pra quê se já sei
Que é inútil meu desejo
Nunca, nunca virá

Composição: Homero Manzi