La bruja
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Ahogando este grito que sube del pecho,
y llega a los labios cargao de rencor,
yo vuelvo a tu lado, atadas las manos,
pero pa' decirte que todo acabó,
Que ya no me importa tu risa o tu llanto,
que a fuerza 'e coraje vencí al corazón,
y que hoy como nunca mirándote cerca,
te veo realmente, así como sos.
La Bruja,
que ayer fuera reina de todo mi ser,
hoy, roto el encanto, no es más que mujer.
La Bruja,
montón de caprichos que me esclavizó,
hoy es un paisaje, cubierto de horror.
Me vuelvo a la vida sencilla y honrada,
me vuelvo a un cariño que es noble y leal,
y puede que un día, curada mi alma,
a fuerza de hombría levante un hogar.
Entonces, acaso, me habré redimido,
y vos, para entonces, quién sabe si sos,
un cacho de invierno cargado de males,
un resto de vida, un poco de tos.
A Bruxa
Toca enquanto
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Afogando esse grito que sobe do peito,
e chega aos lábios carregado de rancor,
eu volto pro seu lado, com as mãos amarradas,
mas pra te dizer que tudo acabou,
Que já não me importa sua risada ou seu choro,
que com força de coragem venci o coração,
e que hoje como nunca, te olhando de perto,
te vejo de verdade, assim como você é.
A Bruxa,
que ontem foi rainha de todo o meu ser,
hoje, quebrado o encanto, não é mais que mulher.
A Bruxa,
montão de caprichos que me escravizou,
hoje é uma paisagem, coberta de horror.
Eu volto pra vida simples e honrada,
eu volto pra um amor que é nobre e leal,
e pode ser que um dia, curada minha alma,
a força da masculinidade eu levante um lar.
Então, talvez, eu tenha me redimido,
e você, até lá, quem sabe se é,
um pedaço de inverno carregado de males,
um resto de vida, um pouco de tosse.
Composição: Francisco Gorrindo / Juan Polito