Magdala
Santa, más que santa,
Magdalena humilde,
en este "via crucis"
al que te llevé,
tu has sido testigo
de todo el fracaso
y has visto en silencio
quebrarse mi fe.
Quise darte todo,
lo que merecías,
y tan solo migas,
te pude ofrecer,
por eso esta noche,
que renuncio a todo,
Magdala perdona,
la última hiel.
Mis manos vacías
sólo apresan sombras,
mis ojos en sombras,
sólo sombras ven.
Y en esta locura
de sombras y muerte,
sellada mi suerte,
espero tu bien.
Que esta noche sea,
para tu martirio,
la última noche,
el punto final.
Y firme mi pulso
le dejé a tus alas,
abiertas las puertas,
de la libertad.
Magdala
Santa, mais que santa,
Magdalena humilde,
nesse "via crucis"
que te levei,
você foi testemunha
de todo o fracasso
e viu em silêncio
quebrar minha fé.
Quis te dar tudo,
o que você merecia,
e só migalhas,
consegui oferecer,
por isso esta noite,
que renuncio a tudo,
Magdala, perdoa,
a última amargura.
Minhas mãos vazias
só apreendem sombras,
meus olhos em sombras,
sólo sombras veem.
E nessa loucura
de sombras e morte,
selada minha sorte,
espero pelo seu bem.
Que esta noite seja,
para seu martírio,
a última noite,
o ponto final.
E firme meu pulso
deixei para suas asas,
abertas as portas,
da liberdade.
Composição: Francisco Gorrindo / Rodolfo Biagi