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Conforto à Vida

Franco Battiato

Conforto Alla Vita

Nella sventura non ti colga sgomento
per te non sorga il giorno
che alla tua gioia sia compenso di dolore
Ah, quante volte un malefico vento ti colse
ma il soave profumo risaturò subito l'aria

Il nembo spesso sovrastò minaccioso
ma fu disperso prima che dal grembo scuro
si scatenasse orribile tempesta

Ah, quanto fumo si levò che non fu fiamma
sii forte e sereno anche nei giorni dell'avverso fato

In un canneto un vento asciutto e svogliato
portava insieme confusi e inutili pensieri

Ah, quante volte alzando gli occhi al cielo
spinte dalle correnti ho visto le nuvole vagare

La sera insegna ad attendere il giorno
che arriva come sempre a chiudere i passaggi della notte

Conforto à Vida

Na desgraça, não te pegue o desespero
que não surja para você o dia
que à sua alegria seja compensação de dor
Ah, quantas vezes um vento maligno te pegou
mas o suave perfume logo refrescou o ar

A nuvem muitas vezes pairou ameaçadora
mas foi dissipada antes que do ventre escuro
se desencadeasse uma horrível tempestade

Ah, quanta fumaça se levantou que não foi chama
seja forte e sereno mesmo nos dias de má sorte

Em um canavial, um vento seco e desanimado
trazia junto pensamentos confusos e inúteis

Ah, quantas vezes levantando os olhos ao céu
impelidas pelas correntes, vi as nuvens vagar

A noite ensina a esperar pelo dia
que chega como sempre para fechar os caminhos da noite

Composição: