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Transa

Franco Battiato

Fornicazione

Fornicammo mentre i fiori si schiudevano
al mattino e di noi prendemmo piacere,
sì, l'un l'altro. Libero.
Ora la mia mente andava,
seguiva le orme delle cose che pensava.
Una canzoncina ardita mi premeva
le ossa del costato...
e, il desiderio di tenere
le tue tenere dita.

Vorrei tra giaculatorie di versi spirare -
e rosari composti di spicchi d'arancia,
e l'aria del mare,
e l'odore marcio di un vecchio porto,
e come pesce putrefatto putrefare.

Transa

Transamos enquanto as flores se abriam
pela manhã e de nós tiramos prazer,
sim, um do outro. Livre.
Agora minha mente vagava,
seguia as pegadas das coisas que pensava.
Uma musiquinha ousada me apertava
as costelas...
e, o desejo de segurar
suas delicadas mãos.

Eu gostaria de, entre jaculatórias de versos, respirar -
e ter rosários feitos de gomos de laranja,
e o ar do mar,
e o cheiro podre de um velho porto,
e como peixe estragado, apodrecer.

Composição: Franco Battiato, Manlio Sgalambro