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Elizabeth

Frank Delgado

Elizabeth

Qué hago yo
Aún descifrando el día de ayer.
Qué pasó, que no lo acabo de creer.
No lo sé, no lo sé
Del norte vino con su amor
A vivir a las ciudades junto al ecuador.

Pero aún
Hay partes blancas en su piel
Porque al sol
Lo desplazó la desnudez.
Para qué, para qué
Tu trenza en medio de tu pelo.
Todos tus amores son venturas de los pueblos.

Cómo fue
Que pasó mayo inadvertido.
Qué pasó
Si en realidad
Solo ha partido una mujer comprometida
Con su tierra, con su vida.
Un invierno escandinavo.
Soy un triste esclavo
Con vergüenza
Que sólo ha escapado
Con su trenza.

Qué hago yo
Aún descifrando el día de ayer
No lo sé, no lo sé.
Del norte vino esa mujer
Y tal vez se quede con deseos de volver.

No lo sé...

Elizabeth

O que eu faço
Ainda decifrando o dia de ontem.
O que aconteceu, que eu não consigo acreditar.
Não sei, não sei
Do norte ela veio com seu amor
Para viver nas cidades perto do equador.

Mas ainda
Há partes brancas em sua pele
Porque o sol
Foi ofuscado pela nudez.
Pra quê, pra quê
Seu cabelo trançado no meio do seu cabelo.
Todos os seus amores são aventuras dos povos.

Como foi
Que maio passou despercebido.
O que aconteceu
Se na verdade
Só partiu uma mulher comprometida
Com sua terra, com sua vida.
Um inverno escandinavo.
Sou um triste escravo
Com vergonha
Que só escapou
Com sua trança.

O que eu faço
Ainda decifrando o dia de ontem
Não sei, não sei.
Do norte veio essa mulher
E talvez ela fique com desejos de voltar.

Não sei...

Composição: