Che bambola!
Che bambola!
Mi trovavo per la strada
circa all'una e trentatrè,
l'altra notte,
mentre uscivo dal mio solito caffè,
quando incrocio un bel mammifero
modello centotrè.
Che bambola!
Riempiva un bel vestito
di magnifico lamè,
era un cumulo di curve
come al mondo non ce n'è,
che spettacolo le gambe,
un portento credi a me.
Che bambola!
"Hey, hey, hey - le grido - "piccola,
dai, dai, dai, non far la stupida,
sai, sai, sai, che son volubile,
se non mi baci subito
tu perdi un' occasion".
Lei si volta, poi mi squadra
come fossi uno straccion,
poi si mette bene in guardia
come Rocky, il gran campion,
finta il destro, e di sinistro,
lei mi incolla ad un lampion.
Che sventola!
Lei, lei, lei, spaventatissima,
lì per lì, diventa pallida,
poi, poi, poi, allarmatissima,
m'abbraccia per sorreggermi,
le faccio compassion.
Sai com'è, ci penso sopra
e poi decido che mi va,
faccio ancora lo svenuto,
quella abbozza e sai che fa,
implorandomi e piangendo
un bel bacio lei mi dà.
Che bambola!
Que boneca!
Que boneca!
Eu estava na rua
por volta da uma e trinta e três,
naquela noite,
quando saí do meu café de sempre,
quando cruzo com uma bela criatura
modelo cento e três.
Que boneca!
Ela vestia um vestido lindo
com um lamê maravilhoso,
eram curvas de sobra
como no mundo não há,
que espetáculo as pernas,
um verdadeiro show, acredita em mim.
Que boneca!
"Ei, ei, ei - eu grito - "pequena,
vamos lá, não faz a boba,
sabe, sabe, sabe, que sou volúvel,
se não me beijar logo
você perde uma oportunidade".
Ela se vira, então me analisa
como se eu fosse um mendigo,
depois se coloca em posição
como Rocky, o grande campeão,
finge o direito, e com a esquerda,
eu fico grudado em um poste.
Que ventania!
Ela, ela, ela, super assustada,
ali, de repente, fica pálida,
depois, depois, depois, alarmadíssima,
me abraça pra me segurar,
ela sente compaixão.
Sabe como é, eu penso um pouco
e então decido que quero,
fingindo que estou desmaiado,
e ela hesita e sabe o que faz,
implorando e chorando
um belo beijo ela me dá.
Que boneca!