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Aurora

Furgas

Aurora

Alinear tu cuerpo con los astros
Y el de la aurora
En las aguas cristalinas
Tiritando nuestros labios
Observando el reflejo de la Luna en tu mirada

Ver bajar la bruma en las montañas
Enturbiando la mirada de
Mentiras piadosas
Siéndote más lejos
Sintiendo la nada

Dicen que me vieron naufragar
Aunque derrote a la marea
Ya no queda fuego que apagar
Y tus brasas no queman

Y tus brasas no queman

Aliviar mis nervios y los tuyos
Con las luces apagadas
Divagar entre recuerdos
De unas fotos de blanco y negro
Debatir si fueron buenas
Mis noches de invierno

Dicen que me vieron naufragar
Aunque derrote a la marea
Ya no queda fuego que apagar
Y tus brasas no queman

Dicen que me vieron marchar
Con un macuto a la guerra
Y a la hora de regresar
No hay señales de ella

No hay señales de ella

Aurora

Alinhar seu corpo com os astros
E o da aurora
Nas águas cristalinas
Tremendo nossos lábios
Observando o reflexo da Lua no seu olhar

Ver a neblina descer nas montanhas
Turvando o olhar de
Mentiras piedosas
Ficando mais longe de você
Sentindo o vazio

Dizem que me viram naufragar
Embora eu tenha vencido a maré
Já não resta fogo pra apagar
E suas brasas não queimam

E suas brasas não queimam

Aliviar meus nervos e os seus
Com as luzes apagadas
Divagar entre lembranças
De umas fotos em preto e branco
Debater se foram boas
Minhas noites de inverno

Dizem que me viram naufragar
Embora eu tenha vencido a maré
Já não resta fogo pra apagar
E suas brasas não queimam

Dizem que me viram partir
Com uma mochila pra guerra
E na hora de voltar
Não há sinais dela

Não há sinais dela

Composição: Santiago gonzález campos / Ismael gonzalez campos