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Braços para a colheita

Fuxan Os Ventos

Brazos pra seitura

O vento da emigración
arrasou a nosa terra,
os vellos laian,
os nenos, berran.
Fai anos cincoenta,
hoxe nin vinte hai,
chega o més da sega
¿quen seiturará?
Quince na Suiza,
doce alen do mar,
tres no sul da Francia
¿quen seiturará?
Dos vinte que quedan
dez a traballar,
sete que son nenos
¿quen seiturará?
Tres vellos que agardan
a morte chegar,
co corpo engurrado
¿quen seiturará?
Homes e mulleres,
hai que sementar
a nosa verdade,
por ela loitar.
Pechemo-las portas,
que non fuxan máis,
pois se van todos
¿quen seiturará?.

Braços para a colheita

O vento da emigração
arrastou nossa terra,
os velhos lamentam,
os crianças, gritam.
Faz anos cinquenta,
hoje nem vinte há,
vem o mês da colheita
quem vai colher?
Quinze na Suíça,
doze além-mar,
tres no sul da França
quem vai colher?
Dos vinte que restam
dez a trabalhar,
siete que são crianças
quem vai colher?
Três velhos que esperam
a morte chegar,
com o corpo encurvado
quem vai colher?
Homens e mulheres,
há que semear
a nossa verdade,
por ela lutar.
Fechemos as portas,
que não fujam mais,
pois se vão todos
quem vai colher?

Composição: