Dame lume
Dame lume, Xoana,
polo vertedeiro,
se non me conoces:
eu sonche o ferreiro.
Se tí é-lo ferreiro,
sube pró sobrado;
comerá-lo caldo
no medio ferrado.
No medio ferrado,
non-o quero nin vere
eu teño un canciño, larincuncún,
que xa me mantén!
E UN CANCIÑO NON HAI QUE QUEIRA
LARICUNCUN CORRE-LA FREIXEIRA!
Se tés un canciño
que xa te mante:
por qué me andas tentando
o meu procedere?!
O teu procedere,
xa o teño tentado;
ti por ben mo dabas,
e eu viña roubalo!
Se viñas roubalo,
íbalo sudare,
que no meu sobrado, laricuncún
tamén ladra un cán!
E UN CANCIÑO NON HAI QUE QUEIRA
LARICUNCUN CORRE-LA FREIXEIRA!
Me Dê Luz
Me dê luz, Xoana,
pelo ralo,
se não me conheces:
eu sou o ferreiro.
Se você é o ferreiro,
suba pro andar de cima;
vai comer um caldo
no meio do mato.
No meio do mato,
não quero nem ver
eu tenho uma canção, larincuncún,
que já me sustenta!
E UMA CANÇÃO NÃO HÁ QUE QUERER
LARICUNCUN CORRE-LA FREIXEIRA!
Se você tem uma canção
que já te sustenta:
pra que fica me tentando
com o meu jeito?!
O teu jeito,
já tentei antes;
você me dava de boa,
e eu vinha pra roubar!
Se você vinha roubar,
iria suar,
que no meu andar de cima, laricuncún
também late um cão!
E UMA CANÇÃO NÃO HÁ QUE QUERER
LARICUNCUN CORRE-LA FREIXEIRA!