Alalas
Témolo frío nos osos,
Temos medo hastra da terra,
Pra cando os fílliños nosos,
Terán patria e sin míseria,
Ai la le lo.............
Pra probe non hai padriño
Nin porta ningunha aberta
Pra o probe non hai xusticia
Se o braz torto non leva,
A la le lelo.............
Adiós, meus fiilos, adiós,
Adiós, chouza dos meus vellos!
Ben sabes, por qué me vou!,
Ben sabes, por qué vos deixo.
Anque noite foi,
Anque a noite ainda esta,
Anque o medo roe nos osos,
A primavera virá!
Somos pobo oue,
Mau con mau,
Munha vonta,
Buscamo-lo fin do inverno,
Cara a nosa libertade!
Alalas
Frio na pele,
Tememos até a terra,
Quando nossos filhinhos,
Terão um lar sem miséria,
Ai la le lo.............
Pra quem é pobre não tem padrinho
Nem porta nenhuma aberta
Pra quem é pobre não há justiça
Se o braço torto não leva,
A la le lelo.............
Adeus, meus filhos, adeus,
Adeus, barraco dos meus velhos!
Você sabe bem por que eu vou!,
Você sabe bem por que eu deixo.
Embora a noite tenha sido,
Embora a noite ainda esteja,
Embora o medo roe na pele,
A primavera virá!
Somos povo, ô,
Mal com mal,
Muita vontade,
Buscamos o fim do inverno,
Rumo à nossa liberdade!