Foliada das olas
Dame o que che pido, nena,
que non che pido diñeiro.
dame a túa ovella negra,
prá xuntare ó meu carneiro
ai la le lo, ai la la la
E ti telo telo
non no queres dar
e dispois de vella
podelo salar.
Fuxe de ahí sapo concho
mañá teño que cocere,
se non teño barredoiro
contigo hei de barrere.
E chiscao por diante
e chiscao por tras
e tocalle a conchas
churrascarraschas
Dame o que che pido, nena
dame que non e pecado
unha muxica de lume
pra prende-lo meu cigarro
Pensas porque és herdeiro
que te hei traguer pola mau
moitas serdas tén o porco
e non sale de marrau
Por esta carballeiriña
moito me gusta cantare
anque non teña-la gracia
ela háche de resoare
Ehi veñen,ehi veñen,
ehi veñen, ehi van
sardiñas frasquiñas
de pola mañán.
Foliada das ondas
Me dá o que eu te peço, garota,
que não tô pedindo grana.
me dá a tua ovelha negra,
pra juntar com meu carneiro
ai la le lo, ai la la la
E você não quer dar
não quer mesmo, né?
e depois de velha
pode ser que eu salgue.
Foge daí, sapo fedido
amanhã eu tenho que cozinhar,
se não tiver vassourinha
com você eu vou varrer.
E chiscado por diante
e chiscado por trás
e toca na concha
churrascarraschas
Me dá o que eu te peço, garota
me dá que não é pecado
uma fumacinha de fogo
pra acender meu cigarro
Você pensa que por ser herdeiro
que eu vou te engolir pela mão
muitas baratas tem o porco
e não sai de marrau
Por essa pequena carvalheira
muito gosto de cantar
mesmo que não tenha graça
ela há de ressoar
E aí vêm, e aí vêm,
e aí vêm, e aí vão
sardinhas fresquinhas
de manhã.