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Tempo de Mazá-lo Liño

Fuxan Os Ventos

Tempo de mazá-lo liño

Non hai hestoria que lave
as falcatruadas dos amos.
Non hai terra que nos chegue
onde podere enterralos.
Non hai noite sen mencere,
non hai cadela sen rabo,
os cadelos nacen soios,
o mencere hai que ganalo.
Coas maus de todos collidas,
e o medo baixo das pedras,
facemos nace-lo día,
do funeral das miserias.
Tamos no tempo de tequeletequele,
tamos no tempo de tequelexar,
tamos no tempo do tequeletequele,
tamos no tempo do liño mazar.

Tempo de Mazá-lo Liño

Não há história que limpe
as trapaças dos poderosos.
Não há terra que nos alcance
onde possamos enterrá-los.
Não há noite sem latido,
não há cadela sem rabo,
os cachorros nascem sozinhos,
o latido tem que ser conquistado.
Com as mãos de todos unidas,
e o medo sob as pedras,
fazemos nascer o dia,
do funeral das misérias.
Estamos no tempo do tequeletequele,
estamos no tempo de tequelexar,
estamos no tempo do tequeletequele,
estamos no tempo de mazar liño.

Composição: