No calor do Yuxibu, a luz tocando o chão
No sopro primordial, Kamara fez o trovão
Seu rugido feroz antes de tudo existir
Com as raízes da serpente, ensinou a terra a florir
Kamara fez o rio correr
A natureza respirar
Em madeira, esculpiu estrelas
Deu à luz, com seu pássaro de fogo a voar
Pedras talhadas em montanhas
Cores e pétalas
Coração da terra, da onça-mãe
Nasceu o povo Kamarayana
Kamara é a folha seca que morre
É palha nova que nasce
Kamara é proteger com fé
Kamara é escutar
Kamara é resistir
Kamara é respeitar
Kamara é a floresta
Da nossa terra indígena