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Aurora

Gato Andaluz

Aurora

Desperté en un mundo que no era para mi
Rojo cielo profundo el Sol suele advertir
En las noches densas cuando pierdo la razón
Luego no dices nada incomprendida intuición

Las horas pasan, la tarde avanza y no hay poción para el amor
La luz te alcanza y no haces nada
¿Dónde estás? ¿Dónde voy?

Voy a seguir soñando hasta poder despertar
Hoy respiro viento sur a un lado del nogal
Seres impredecibles para una sola cosa
Soy la navaja a la herida que no está

Me acostaré en la Luna y sentiré que vuelo
Durmiendo todo el día para buscar un sueño
Renuncia al lenguaje porque ya no alcanza
No voy a lastimarte si no me haces nada

Yo soy la brisa que te acaricia
Tan somnolienta y aguardentosa

Guerra química
La limpieza de un techo que se desmorona
Mueca absurda
Ojos tristes, manto sucio, de madrugada
Muere, aurora

Aurora

Despertei em um mundo que não era pra mim
Céu vermelho profundo, o Sol costuma avisar
Nas noites densas, quando perco a razão
Depois você não diz nada, intuição incompreendida

As horas passam, a tarde avança e não há poção pro amor
A luz te alcança e você não faz nada
Onde você está? Pra onde vou?

Vou continuar sonhando até poder acordar
Hoje respiro vento sul ao lado da nogueira
Seres imprevisíveis pra uma única coisa
Sou a lâmina na ferida que não existe

Vou me deitar na Lua e sentir que estou voando
Dormindo o dia todo pra buscar um sonho
Desisto da linguagem porque já não dá
Não vou te machucar se você não me faz nada

Eu sou a brisa que te acaricia
Tão sonolenta e embriagada

Guerra química
A limpeza de um teto que desmorona
Careta absurda
Olhos tristes, manto sujo, de madrugada
Morre, aurora

Composição: Luis Angel Nava Lopez