De nuevo en mi puerta (Ancora una Volta)
Gira la ruleta ciega,
sobre el tapete verde,
rueda la fortuna,
gira el mundo en una mano.
Hay tanta publicidad
para animales refinados,
hay tanta inutilidad
para deseos nunca saciados.
Hay tanta gente
encorvada en los campos
por un poco de trigo,
un puñado de miseria.
La balanza está inclinada
al norte sin rubor,
¡sí, todos iguales,
pero hay siempre alguno mas igual!
De nuevo en mi puerta
un mundo está pidiendo mi respuesta:
arrugas de sudor cercan sus ojos...
y en su regazo, hijos temblorosos.
Emigran como golondrinas de otoño
grandes masas de gente
persiguiendo ilusiones.
La poblacion aumenta,
va creciendo sin medida:
es un continuo reto
al Occidente consumista.
Duermen en cartones
sobre las aceras;
allí, frente a la fiesta,
fiebre del sábado noche.
Poco a poco vamos
hacia la mundialidad,
pronto el mundo unido
será una necesidad!
De nuevo en mi puerta...
De novo na Minha Porta
Gira a roleta cega,
sobre o tapete verde,
roda a fortuna,
gira o mundo em uma mão.
Tem tanta publicidade
para animais refinados,
tanta inutilidade
para desejos nunca saciados.
Tem tanta gente
encurvada nos campos
por um pouco de trigo,
um punhado de miséria.
A balança tá inclinada
ao norte sem vergonha,
sim, todos iguais,
mas sempre tem um mais igual!
De novo na minha porta
um mundo tá pedindo minha resposta:
rugas de suor cercam seus olhos...
e em seu colo, filhos tremendo.
Emigram como andorinhas de outono
grandes massas de gente
perseguindo ilusões.
A população aumenta,
vai crescendo sem medida:
é um desafio contínuo
ao Ocidente consumista.
Dormem em papelão
sobre as calçadas;
alí, frente à festa,
febre do sábado à noite.
Pouco a pouco vamos
em direção à mundialidade,
logo o mundo unido
será uma necessidade!
De novo na minha porta...
Composição: C. Casucci / V. Ciprì