Lunes Otra Vez
Lunes otra vez, sobre la ciudad
La gente que ves vive en soledad.
Sobre el bosque gris veo morir al sol
Que mañana sobre la avenida nacerá.
Calles sin color vestidas de gris,
Desde mi ventana veo el verde tapiz
De una plaza que mañana morirá,
Y muerto el verde sólo hierro crecerá.
Viejas en la esquina mendigan su pan
En las oficinas muerte en sociedad
Todos ciegos hoy sin saber mirar
La espantosa risa de la pálida ciudad.
Lunes otra vez, sobre la ciudad
La gente que ves vive en soledad
Siempre será igual, nunca cambiará
Lunes es el día triste y gris de soledad.
Segunda-feira Outra Vez
Segunda-feira outra vez, sobre a cidade
A gente que você vê vive na solidão.
Sobre a floresta cinza vejo o sol morrer
Que amanhã sobre a avenida vai renascer.
Ruas sem cor vestidas de cinza,
Da minha janela vejo o tapete verde
De uma praça que amanhã vai morrer,
E morto o verde só ferro vai crescer.
Velhinhas na esquina pedem seu pão
Nos escritórios, morte em sociedade.
Todos cegos hoje sem saber olhar
A risada assustadora da pálida cidade.
Segunda-feira outra vez, sobre a cidade
A gente que você vê vive na solidão.
Sempre será igual, nunca vai mudar
Segunda-feira é o dia triste e cinza da solidão.