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Galeguim do Zoi Azu

Genival Lacerda

Ô minha filha
Avisa ao povo baiano
Que eu tô mandando muito axé
É, deste ano de 88
Para o povo brasileiro também, hein?
Segura segura

Zeca preto que só carvão
E Zefa preta que só quixaba
A família de Zefa é da cor de jabuticaba
Todos parentes de Zeca são da cor de urubu
Mas nasceu na casa dele um galeguim do zói azu

Um galeguin do zói azul, um galeguin do zói azul
(Um galeguin do zói azul) é (um galeguin do zói azul)

Zeca todo envergonhado, foi falar com o capelão
Entrou triste na igreja, coçando a testa com a mão
O vigário disse logo, não me meta nesse angu
Mas traga pra batizar seu galeguim do zói azu

Um galeguin do zói azul, um galeguin do zói azul
Bem azulzin (um galeguin do zói azul)
É (um galeguin do zói azul)
Simbora, me fio, vambora

O povo da Paraíba adora isso
Pernambuco? Nem se fala
Fortaleza? Também
Belém e Manaus já tão gostando
Pode reparar, a dança da galinha
Faz favor, seu folgado, viu?
Com licença

Lá vai ele

Zeca preto que só carvão e Zefa preta que só quixaba
A família de Zefa é da cor de jabuticaba
Todos parentes de Zeca são da cor de urubu
Mas nasceu na casa dele um galeguin do zói azul, óia

Um galeguin do zói azul, galeguin do zói azul, óia
(Um galeguin do zói azul) coma?
(Um galeguin do zói azul)

Zeca todo envergonhado, foi falar com o capelão
Entrou triste na igreja, coçando a testa com a mão
O vigário disse logo: Não me meta neste angu
Mas traga pra batizar seu galeguin do zói azul, óia

Galeguin do zói azul, um galeguin do zói azul, eu hein
(Um galeguin do zói azul, um galeguin do zói azul)

Ó minha filha
Eu acho que trocaram o ovo no ninho, viu?
Esquenta, esquenta

É

(Um galeguin do zói azul) óia
(Um galeguin do zói azul) simbora
(Um galeguin do zói azul) agora
(Um galeguin do zói azul)
(Um galeguin do zói azul, um galeguin do zói azul)

Composição: Genival Lacerda, Joao Goncalves