Los Numerosos Nadies
Voy a partir de tanto corazon machacado,
Muy a pesar de que se nos niegue la voz,
Aunque todos tengan un precio en el libre mercado,
A pesar de vivir sin saber quienes somos,
Yo canto.
Trazo dibujos sobre la arena
Para poderte contar mis penas,
Naufrago soy de viento que el mar
Se lleva al olvido,
Muy a pesar del llanto y la frustracion,
Del desencanto y de la resignacion.
La ley de morirse o matar
Se transforma en miedo,
Con miedo vivimos,
Por miedo es que somos nadie,
El libre derecho a la paz
Se deforma en consumo,
Dime cuanto consumes y yo te dire cuanto vales..
Debiendo.
Me harte de vivir como si no existiera,
Sumiso obligado a callar mis dolores,
De blanco y de negro vivi resongando
Y soñando a colores.
Crecimos peleando, castigando, arrebatando
El fruto a nuestros iguales.
Pasamos mintiendo, mutilando, maldiciendo
El fin de todo el amor.
Sueñan las pulgas con comprarse un perro,
Y sueñan los nadies con salir de pobres,
Que algun magico dia llueva de pronto la buena suerte,
Que llueva a cantaros, la buena suerte.
Pero la buena suerte no llueve ayer, ni hoy,
Ni mañana, ni nunca, ni en lloviznita cae del cielo la buena suerte,
Por mucho que los nadies la llamen,
Y aunque les pique la mano izquierda
O se levanten con el pie derecho,
O empiecen el año cargando la escoba,
Los nadies, los hijos de nadies, lo dueños de nada,
Los nadies, los ningunos, los ninguneados,
Corriendo la liebre, muriendo la vida,
Jodidos, re jodidos, que no son aunque sean,
Que no hablan idiomas, sino dialectos,
Que no profesan religiones sino supersticiones,
Que no hacen arte sino artesania,
Que no practican cultura sino folklore,
Que no son seres humanos sino recursos humanos,
Que no tienen cara sino brazos,
Que no tienen nombre, sino numero,
Que no figuran en la historia universal,
Sino en la cronica roja de la prensa local.
Los nadies, que cuestan menos, que la bala que los mata.
De qué nos sirve levantarse cuando siempre, siempre somos nadie?
Temprano caminar la misma calle, donde todo,
Todo sigue igual.
¿a dónde habrá quedad la hermandad,
La sed, la rabia y el coraje
De alzar las voces, ir gritando repitiendo que:
No somos nada, nadie es nada, nada
No somos nada, nadie es nada, nada
No somos nada, nadie es nada, nada
No somos nada, nadie es nada, nada
No somos nada, nadie es nada, nada
No somos nada, nadie es nada, nada.
Os Numerosos Ninguém
Vou partir de tanto coração machucado,
Muito a contragosto de que nos neguem a voz,
Embora todos tenham um preço no livre mercado,
Apesar de viver sem saber quem somos,
Eu canto.
Desenho na areia
Pra poder te contar minhas dores,
Sou um náufrago do vento que o mar
Leva ao esquecimento,
Muito a pesar do choro e da frustração,
Do desencanto e da resignação.
A lei de morrer ou matar
Se transforma em medo,
Com medo vivemos,
Por medo somos ninguém,
O livre direito à paz
Se deforma em consumo,
Diga-me quanto você consome e eu te direi quanto vale..
Devendo.
Cansei de viver como se não existisse,
Submisso obrigado a calar minhas dores,
De branco e de negro vivi resmungando
E sonhando em cores.
Crescemos brigando, castigando, arrancando
O fruto de nossos iguais.
Passamos mentindo, mutilando, amaldiçoando
O fim de todo amor.
Sonham as pulgas em comprar um cachorro,
E sonham os ninguém em sair da pobreza,
Que algum dia mágico chova de repente a boa sorte,
Que chova a cântaros, a boa sorte.
Mas a boa sorte não chove ontem, nem hoje,
Nem amanhã, nem nunca, nem em chuvisco cai do céu a boa sorte,
Por mais que os ninguém a chamem,
E embora coce a mão esquerda
Ou se levantem com o pé direito,
Ou comecem o ano varrendo a casa,
Os ninguém, os filhos de ninguém, os donos de nada,
Os ninguém, os ningunos, os ninguneados,
Correndo atrás da lebre, morrendo a vida,
Fudidos, muito fudidos, que não são embora sejam,
Que não falam idiomas, mas dialetos,
Que não professam religiões, mas superstições,
Que não fazem arte, mas artesanato,
Que não praticam cultura, mas folclore,
Que não são seres humanos, mas recursos humanos,
Que não têm cara, mas braços,
Que não têm nome, mas número,
Que não figuram na história universal,
Mas na crônica vermelha da imprensa local.
Os ninguém, que custam menos que a bala que os mata.
De que adianta levantar-se quando sempre, sempre somos ninguém?
Caminhar cedo pela mesma rua, onde tudo,
Tudo continua igual.
Aonde terá ficado a irmandade,
A sede, a raiva e a coragem
De levantar as vozes, ir gritando repetindo que:
Não somos nada, ninguém é nada, nada
Não somos nada, ninguém é nada, nada
Não somos nada, ninguém é nada, nada
Não somos nada, ninguém é nada, nada
Não somos nada, ninguém é nada, nada
Não somos nada, ninguém é nada, nada.