Autostrade
Difenderò
la mia casa
hanno vinto ormai
non ce la faccio più
non respiro più qui
Sulla terra, nella carne mia
correranno autostrade
e il cemento di domani sarà
il mio raccolto in estate
così tempi nuovi
cresceranno su di me
su di me
sulle ansie mie
su di me come dentro me
sulle nostre allegrie
io starò a guardare
io dovrò guardare
Prenderò
con la terra
la mia donna
perché io non dovrei
i miei figli perché non dovrei
e del sangue della gente mia
correranno autostrade
e il cemento di domani sarà
il mio raccolto in estate
così tempi nuovi
Passeranno su di me
su di me
sulle ansie mie
su di me, come dentro me
sulle nostre allegrie
su finte e vere malattie
sopra gli anni che ho
però sulla mia donna no no
Autostrade no
e sopra la mia casa, che ho fatto io
giù le mani sul lavoro mio
sul tempo della scuola, e su di noi
sul prato con la neve sui figli miei
Autostrade no
per favore no
Autoestradas
Vou defender
minha casa
já venceram
não aguento mais
não respiro mais aqui
Na terra, na minha carne
correrão autoestradas
e o cimento de amanhã será
minha colheita no verão
assim novos tempos
crescerão sobre mim
sobre mim
sobre minhas ansiedades
sobre mim como dentro de mim
sobre nossas alegrias
eu vou ficar só olhando
eu terei que olhar
Vou levar
com a terra
minha mulher
porque eu não deveria
meus filhos, porque não deveria
e do sangue da minha gente
correrão autoestradas
e o cimento de amanhã será
minha colheita no verão
assim novos tempos
Passarão sobre mim
sobre mim
sobre minhas ansiedades
sobre mim, como dentro de mim
sobre nossas alegrias
sobre doenças falsas e verdadeiras
sobre os anos que tenho
mas sobre minha mulher, não, não
Autoestradas, não
e sobre minha casa, que eu construí
mãos fora do meu trabalho
sobre o tempo da escola, e sobre nós
sobre o gramado com a neve nos meus filhos
Autoestradas, não
por favor, não