395px

ÓDIO CORRESPONDIDO

Giorgia

ODIO CORRISPOSTO

Te lo ricordi qualche anno fa?
In equilibrio sui fili del tram
Quando dicevi che non ci credevi in fondo ci credevi
E guarda caso, fatalità
Abbiamo pure la stessa età
E corri ancora sopra i marciapiedi, nei vicoli ciechi
Di questa città

Vorrei
Sbirciare dentro i sogni tuoi, stanotte
Vorrei
Dirti i segreti che già sai

Tutta la vita ad aspettare un altro treno
Ma per andare dove?
E questo vuoto che mi assale-sale-sale
Allora dimmi cos'è?
Se tutte quante le parole che mi lanci addosso
Sono solo il frutto di quest'odio corrisposto
A cui non ho risposto, ouh, ouh

Cambiano in fretta le pubblicità
Sul cartellone accanto al nostro bar
E tu, che quando noti un dettaglio diverso chiedi che è successo
Perché i ricordi non somigliano ai coriandoli
Non crescono e non cadono dagli alberi
E tu ancora che mi chiedi cosa aspetto dalla vita alla mia età

Vorrei
Sbirciare dentro i sogni tuoi, stanotte
Vorrei
Dirti i segreti che già sai

Tutta la vita ad aspettare un altro treno
Ma per andare dove?
E questo vuoto che mi assale-sale-sale
Allora dimmi cos'è?
Se tutte quante le parole che mi lanci addosso
Sono solo il frutto di quest'odio corrisposto
Se tutte quante le parole che mi lanci addosso
Sono solo il frutto di quest'odio corrisposto

Te lo ricordi qualche anno fa?
Eravamo seduti in quel bar
Quando dicevo che non ci credevo
In fondo ci credevo

ÓDIO CORRESPONDIDO

Se lembra qualquer ano faz?
Em equilíbrio sobre os fios do bonde
Quando dizia que não acreditava, no fundo acreditava
E olha o caso, fatalidade
Temos também a mesma idade
E corre ainda sobre as calçadas, nos becos sem saída
De essa cidade

Queria
Espiar dentro dos seus sonhos, essa noite
Queria
Dizer os segredos que já sabe

Toda a vida a esperar um outro trem
Mas pra andar onde?
E esse vazio que me assola-sola-sola
Agora diz o que é?
Se todas as palavras que me lança em cima
São só o fruto desse ódio correspondido
A qual não tenho respondido

Mudam rapidamente a publicidade
Nos cartazes do canto ao nosso bar
E você, que quando nota um detalhe diferente, perguna o que aconteceu
Porque os recordos não parecem aos confetes
Não crescem e não caem das árvores
E você ainda me pergunta que coisa espero da vida na minha idade

Queria
Espiar dentro dos seus sonhos, essa noite
Queria
Dizer os segredos que já sabe

Toda a vida a esperar um outro trem
Mas pra andar onde?
E esse vazio que me assola-sola-sola
Agora diz o que é?
Se todas as palavras que me lança em cima
São só o fruto desse ódio correspondido
Se todas as palavras que me lança em cima
São só o fruto desse ódio correspondido

Se lembra qualquer ano faz?
Éramos sentados naquele bar
Quando eu dizia que não acreditava
No fundo acreditava

Composição: Carlo Aprea / Frada / Tommaso Santoni / Vincenzo Centrella