Gli intellettuali
(Parlato) No. Io sono un uomo di cultura. Io con quelli lì non ci vado, sono testacchioni. Sì, forse l'impostazione è anche giusta, ma ci sono troppe cose… Certo che il mondo va male, vuoi che non lo veda? Sono più a sinistra di loro, io. È che loro sono ingenui, ignoranti, non hanno dubbi. Mentre io, io sono un problematico e prima di prendere una decisione…
Gli intellettuali sono razionali
lucidi, imparziali, sempre concettuali
sono esistenziali, molto sostanziali
sovrastrutturali e decisionali.
(Parlato) Poi dicono, gli intellettuali. È chiaro, siamo su un altro livello. Loro vanno lì, si picchiano coi fascisti, con la polizia. Cosa risolvono? Non scavano, sono grossolani. Io sono anche magro. Diffido della gente robusta. Gli operai. No, intendiamoci, io sono più a sinistra di loro. È che tanto non si può far niente. Toh! Un po' di vento. E questa foglia che mi batte su un occhio... Agire, dicono, bisogna agire. Che fastidio, questa foglia... Bisogna vedere come si agisce e se si può agire. Intanto batte, eh... Cosa posso fare? Niente, non c'è niente da fare.
Gli intellettuali fanno riflessioni
considerazioni piene di allusioni
allitterazioni, psicoconnessioni
elucubrazioni, autodecisioni.
(Parlato) Che fastidio, questa foglia. Batte sempre più forte. Cosa posso fare?... Niente, non c'è niente da fare.
Va a finire che perdo l'occhio.
Os Intelectuais
(Fala) Não. Eu sou um homem de cultura. Eu não ando com essa galera, são cabeçudos. Sim, talvez a abordagem esteja certa, mas tem muita coisa... Claro que o mundo tá uma merda, você acha que eu não vejo? Sou mais à esquerda que eles, eu. É que eles são ingênuos, ignorantes, não têm dúvidas. Enquanto eu, eu sou problemático e antes de tomar uma decisão...
Os intelectuais são racionais
claros, imparciais, sempre conceituais
são existenciais, muito substanciais
superestruturais e decisórios.
(Fala) Aí eles falam, os intelectuais. É claro, estamos em outro nível. Eles vão lá, se batem com os fascistas, com a polícia. O que eles resolvem? Não aprofundam, são grosseiros. Eu sou até magro. Desconfio de gente robusta. Os operários. Não, vamos entender, eu sou mais à esquerda que eles. É que não dá pra fazer nada. Olha! Um pouco de vento. E essa folha que tá batendo no meu olho... Agir, eles dizem, é preciso agir. Que saco, essa folha... Tem que ver como se age e se dá pra agir. Enquanto isso, bate, né... O que eu posso fazer? Nada, não tem nada pra fazer.
Os intelectuais fazem reflexões
considerações cheias de alucinações
aliterações, psicoconexões
elucubrações, autodecisões.
(Fala) Que saco, essa folha. Bate cada vez mais forte. O que eu posso fazer?... Nada, não tem nada pra fazer.
Vou acabar perdendo o olho.