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A Despedida

Giuni Russo

L'addio

Con la fine dell'estate
Come in un romanzo l'eroina
Visse veramente prigioniera
Con te dietro la finestra guardavamo
Le rondini sfrecciare in alto in verticale
Ogni tanto un aquilone
Nell'aria curva dava obliquità a quel tempo
Che lascia andare via, che lascia andare via
Gli idrogeni nel mare dell'oblio
Da una crepa sulla porta ti spiavo nella stanza
Un profumo invase l'anima
E una luce prese posto sulla cima delle palme
Con te dietro la finestra guardavamo
Le rondini sfrecciare in alto in verticale
Lungo strade di campagna
Stavamo bene
Per orgoglio non dovevi
Lasciarmi andare via, lasciarmi andare via
Ogni tanto un aquilone
Nell'aria curva dava obliquità a quel tempo
Che lascia andare via, che lascia andare via
Gli idrogeni nel mare dell'oblio
Quando me ne andai di casa
Finsi un'allegria ridicola
Dei ragazzi uscivano da scuola
Dietro alla stazione sopra una corriera
L'addio

A Despedida

Com o fim do verão
Como em um romance, a heroína
Viveu realmente prisioneira
Com você atrás da janela, a gente via
As andorinhas voando alto, em vertical
De vez em quando, um papagaio
No ar curvado dava obliquidade a esse tempo
Que deixa ir embora, que deixa ir embora
Os hidrogênios no mar do esquecimento
Por uma fresta na porta, eu te espiava na sala
Um perfume invadiu a alma
E uma luz se acomodou no topo das palmeiras
Com você atrás da janela, a gente via
As andorinhas voando alto, em vertical
Pelas estradas de terra
A gente estava bem
Por orgulho, você não deveria
Me deixar ir embora, me deixar ir embora
De vez em quando, um papagaio
No ar curvado dava obliquidade a esse tempo
Que deixa ir embora, que deixa ir embora
Os hidrogênios no mar do esquecimento
Quando eu fui embora de casa
Fingi uma alegria ridícula
Os meninos saíam da escola
Atrás da estação, em cima de um ônibus
A despedida

Composição: Di Martino / Franco Battiato