Eu passei tanto tempo tentando me esconder
Colocando trancas onde deveria haver janelas
Mas Tu nunca foste um Deus de arrombar portas
Tu és o Deus que espera a poeira baixar para sussurrar
Hoje eu cansei de fugir do único lugar onde sou inteiro
A chave já é Tua
Por favor, entra
No meio da noite, ouvi Teu respirar
Como um vento brando a me procurar
Pisei em caminhos sem paz, sem direção
Mas até no meu erro, seguraste minha mão
Sabe as feridas que tentei esconder?
E as tantas vezes que fingi não Te ver?
Ainda assim, Teu olhar não me condenou
E no meu pior dia, Teu abraço me chamou
Hoje eu me desfaço aos Teus pés
Meu orgulho é pequeno perto de quem Tu és
Se o Teu sopro invadir este lugar
Sei que nada em mim vai continuar igual
Entra A porta já nem tem tranca
Vem fazer morada em mim
Mexe nas ruínas, reconstrói o fim
Acende o fogo que apaguei em mim
Eu não quero a sobra de um toque qualquer
Quero a dor bonita de quem vai renascer
Fica comigo até a noite acabar
Pois não sei mais viver sem Te respirar
Pela dor daquela cruz, fui achado em amor
O sangue rasgou o meu histórico de dor
A dívida é zero, posso recomeçar
Meu amanhã tem nome, não vai mais falhar
Se a Tua glória descer, eu me entrego ao chão!
Se a Tua voz me chamar, respondo com meu coração!
Que o céu dobre a terra neste lugar
E o peito cansado volte a pulsar!
Cada lágrima virará canção
Todo medo se rende à Tua mão!
Entra A porta já nem tem tranca
Vem fazer morada em mim
Mexe nas ruínas, reconstrói o fim
Acende o fogo que apaguei em mim
Não quero viver do que um dia eu senti
Quero a Tua presença queimando hoje em mim
Fica comigo até a alvorada nascer
Minha casa é Teu altar, vem me consumir!
Entra
Ainda há espaço aqui
Entra
A casa é toda Tua
Entra
Eu nunca mais vou me fechar para Ti