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O Encontro da Noite

Gloria Morti

The Ennightenment

I stand in abhorrent enclosure
I tremble draped in melancholic exposure
In the dust lies a past of suffocated dreams
Wearing a savor of bitter tangerines

The Lion has been crushed within
scourged, dressed in smothered grin
Ipour on the ground the Sage's water
Recognizing my life, as a spiritual slaughter

Oh, sweet grief - The Suffering
A mere portrait of such fullfilling emptiness
A pale pose of a faint mourning light
Seems so ravishing in the trance of veiling darkness
My Plagueness - The Darkening
My story resembles an ill satire
Every ounce of strenght I had I gave to heal those around me
For that I'll burn in a hellish fire

To whom I'd leave this restament
For I withstood the EnNightenment

I recoil, I repent
Every single word I ever said
Every single smile I used to fake
Every single step I chose to take
I recoil, I repent
Every single word I never said
Every single kiss I never gained
Every single gift I ever gave

Undesired by those who I loved, I never gave a day for myself

Narrow scapes of mind shrunk choking all that was still left in me
Horrid void of memories smudged everything I ever wished to be

The maze I've wandered through has been long, cold atrocity
The craze of dying tempted me by sudden loss of dignity
The cross on stony wall did not seem to pardon me
The truth I could not bear, but still, it was my destiny

Grim coldness, stone fortress
Allow this to end here, now, today
Alone forever, dreamless tether
Please let me sleep this grief away
Alive but never living
Never gaining of constant giving
Never having anyone to hold
An angel to behold

...an angel to behold...

I told to myself: "This man will never break!"
I thought this man would never break

O Encontro da Noite

Eu estou em um cercado abominável
Eu tremo envolto em uma exposição melancólica
Na poeira jaz um passado de sonhos sufocados
Vestindo um sabor de tangerinas amargas

O Leão foi esmagado por dentro
flagelado, vestido com um sorriso sufocado
Derramo no chão a água do Sábio
Reconhecendo minha vida como um massacre espiritual

Oh, doce dor - O Sofrimento
Um mero retrato de um vazio tão pleno
Uma pálida pose de uma luz de luto tênue
Parece tão deslumbrante na transe da escuridão velada
Minha Pestilência - O Escurecer
Minha história se assemelha a uma sátira doente
Cada grama de força que tive eu dei para curar os que estavam ao meu redor
Por isso eu queimarei em um fogo infernal

A quem eu deixaria este testamento
Pois eu suportei o Encontro da Noite

Eu recuo, eu me arrependo
Cada palavra que eu já disse
Cada sorriso que eu costumava fingir
Cada passo que eu escolhi dar
Eu recuo, eu me arrependo
Cada palavra que eu nunca disse
Cada beijo que eu nunca ganhei
Cada presente que eu já dei

Indesejado por aqueles que amei, nunca dei um dia para mim mesmo

Cenários estreitos da mente encolheram sufocando tudo que ainda restava em mim
Um horrendo vazio de memórias borrava tudo que eu sempre quis ser

O labirinto por onde vagabundei foi uma longa e fria atrocidade
A loucura da morte me tentava pela súbita perda de dignidade
A cruz na parede de pedra não parecia me perdoar
A verdade que eu não podia suportar, mas ainda assim, era meu destino

Fria escuridão, fortaleza de pedra
Deixe isso acabar aqui, agora, hoje
Sozinho para sempre, laço sem sonhos
Por favor, me deixe dormir essa dor fora
Vivo, mas nunca vivendo
Nunca ganhando com o dar constante
Nunca tendo alguém para abraçar
Um anjo para contemplar

...um anjo para contemplar...

Eu disse a mim mesmo: "Esse homem nunca vai quebrar!"
Eu pensei que esse homem nunca quebraria