Ah (la-la la-la, la, la, la, la-ah)
(La-la la-la, la, la, la, la ah)
(Pfrrru prrru prrru)
Eu sou quilombola ah
(Prrru uh)
Dos quilombos
(La-la ah)
Ecoa a voz
(La-la la-la la)
Dos ancestais
(La-la la-la la)
Que nunca se curvaram, lembrando ao mundo
(La-la la-la, la, la-la la-la, la, la)
Que a liberdade
(La-la la-la la)
É semente, é raiz
(La-la la-la la)
E é o fogo
(La-la la-la, la, la-la la-la, la, la)
Que não se apaga
O tambor chama, a cidade acorda
Coração pulsa, a raiz não se apaga
Caminho na rua, olho para o céu e vejo
Espírito da luta, meu povo em desejo
Chama acesa
Ninguém vai apagar
Vozes ancestrais, escuta
Eu posso escutar
Eu sou quilombola
Vim lá do quilombo
É de preto pa' preto
É do morro pa' morro
Eu sou quilombola
Vim lá do quilombo
É de preto pa' preto
É do morro pro' morro
(La-la la)
(La-la la-la la ah)
(La-la la-la la ah)
(La-la la-la, la, la-la la-la, la, la)
(La-la la-la la ah)
(La-la la-la la ah)
(La-la la-la, la, la-la la-la, la, la)
Eu sou a esperança, preto escuro que canta
Que de manhã levanta
Cedo bem na estrada
Sou a censura
Dessa ditadura
Com esses olhos negros, estou pronto pra investidura
Chama acesa
Ninguém vai apagar
Vozes ancestrais, escuta
Eu posso escutar
Eu sou quilombola
Vim lá do quilombo
É de preto pa' preto
É do morro pro' morro
Eu sou quilombola
Vim lá do quilombo
É de preto pa' preto
É do morro pro' morro
Poucos valorizam os seus saber
(La-la la-la la ah)
(La-la la-la la ah)
Que garantem nossa riqueza natural, produtiva e cultural
(La-la la-la, la, la-la la-la, la, la)
Os quilombos, nasceram da luta pela liberdade
(La-la la-la la ah)
Ali moram a ancestralidade e a tradição
(La-la la-la la ah)
Base de sua identidade
(La-la la-la, la, la-la la-la, la, la)
Preto de raça na cor e na pele
Preto esperança no amor e o anel
Sou aliança entre bolso e lul- (haha)
Somos eternos igual elisabete
(La-la la-la la ah)
(La-la la-la la ah)
(La-la la-la la ah)
Eu sou quilombola