Acqua di fonte
Abbiamo perso l'innocenza
assolti dall'indifferenza che non vede
e nascondiamo le paure
in stanze vuote di carezze e di parole
Gli amanti sciolgono nel buio riti segreti
danzando sfiorano sogni proibiti
Per i tuoi occhi di soldato ho pianto cenere
per le tue gambe senza quiete ho imparato a correre
e quanti aridi deserti senza orizzonte
ma regalavo alla tua sete infinita acqua di fonte
Ora parlami
Gli amanti sciolgono promesse con gesti muti
distratti danzano passi perduti
Io la tua rabbia di poeta l'ho vista crescere
ma al Dio di un uomo disperato non riesco a credere
e quante volte sei caduto con la tua croce
io regalavo al tuo paese di ombre un raggio di luce
Ora parlami, parlami
Un raggio di luce.
Água da Fonte
Perdemos a inocência
absolvidos pela indiferença que não vê
escondemos os medos
em quartos vazios de carinhos e palavras
Os amantes desfazem no escuro rituais secretos
dançando tocam sonhos proibidos
Por seus olhos de soldado eu chorei cinzas
por suas pernas inquietas eu aprendi a correr
e quantos desertos áridos sem horizonte
mas eu dava à sua sede infinita água da fonte
Agora fala comigo
Os amantes desfazem promessas com gestos mudos
distratos dançam passos perdidos
Eu vi sua raiva de poeta crescer
mas ao Deus de um homem desesperado não consigo acreditar
e quantas vezes você caiu com sua cruz
eu dava ao seu país de sombras um raio de luz
Agora fala comigo, fala comigo
Um raio de luz.
Composição: Dimik, Joanna Michele Di