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Desastre Aéreo no Sul do Canal da Sicília

Francesco De Gregori

Disastro Aereo Sul Canale Di Sicilia

Risulta peraltro evidente,
anche nel clima della distensione,
che un eventuale attacco ai Paesi Arabi
vede l'Italia in prima posizione.
E tutti sanno tutto dell'inizio ma
nessuno può parlare della fine.
E questa è la storia dell'aereo perduto
al largo delle coste tunisine.

La fabbrica di vedove volava a diecimila metri,
sulla terra siciliana, il pilota controllava l'orizzonte,
la visibilità era buona.
Il pilota era un giovane ragazzo americano,
ma faceva il soldato a Verona.
E dieci chilometri sotto,
ginestre e cemento a due passi dal mare
e case popolari costruite sulla sabbia,
nient'altro da segnalare.
Solo la tomba di un giornalista,
ancora difficile da ritrovare.

E la fabbrica di vedove volava,
sola, come un uccello da rapina.
Il mare una tavola azzurra ormai,
l'Africa era già più vicina,
sul cielo una striscia di neve, bianca,
bianca di carta velina.

Desastre Aéreo no Sul do Canal da Sicília

É evidente também,
mesmo no clima de distensão,
que um possível ataque aos Países Árabes
coloca a Itália em primeiro lugar.
E todos sabem tudo sobre o começo, mas
ninguém pode falar sobre o fim.
E essa é a história do avião perdido
perto das costas tunisinas.

A fábrica de viúvas voava a dez mil metros,
sobre a terra siciliana, o piloto controlava o horizonte,
a visibilidade estava boa.
O piloto era um jovem americano,
mas servia como soldado em Verona.
E a dez quilômetros abaixo,
florzinhas e concreto a poucos passos do mar
e conjuntos habitacionais construídos na areia,
nada mais a relatar.
Só a sepultura de um jornalista,
que ainda é difícil de encontrar.

E a fábrica de viúvas voava,
sozinha, como uma ave de rapina.
O mar era uma mesa azul agora,
A África já estava mais perto,
sobre o céu uma faixa de neve, branca,
branca como papel de seda.

Composição: Francesco De Gregori