395px

O Cordeiro de Deus

Francesco De Gregori

L'Agnello Di Dio

Ecco l'agnello di Dio che toglie peccati del mondo.
Disse la ragazza slava venuta allo sprofondo.
Disse la ragazza africana sul raccordo anulare.
Ecco l'agnello di Dio che viene a pascolare.
E scende dall'automobile per contrattare.
Ecco l'agnello di Dio all'uscita dalla scuola.
Ha gli occhi come due monete,
il sorriso come una tagliola.
Ti dice che cosa ti costa, ti dice che cosa ti piace.
Prima ancora della tua risposta ti dà un segno di pace.
E intanto due poliziotti fanno finta di non vedere.
Oh, aiutami a fare come si può, prenditi tutto quello che ho.
Insegnami le cose che ancora non so, non so.
E dimmi quanto maschere avrai e quanto maschere avrò.

Ecco l'agnello di Dio vestito da soldato,
con le gambe fracassate, con il naso insaguinato.
Si nasconde dentro la terra, tra le mani ha la testa di un uomo.
Ecco l'agnello di Dio venuto a chiedere perdono.
Si ferma ad annusare il vento ma nel vento sente odore di piombo.
Percosso e benedetto ai piedi di una montagna.
Chiuso dentro una prigione, braccato per la campagna.
Nascosto dentro a un treno, legato sopra un altare.
Ecco l'agnello che nessuno lo può salvare.
Perduto nel deserto, che nessuno lo può trovare.
Ecco l'agnello di Dio senza un posto dove stare.
Ecco l'agnello di Dio senza un posto dove stare.
Oh, aiutami a stare dove si può e prenditi tutto quello che ho.
Insegnami le cose che ancora non so, non so.
E dimmi quanto maschere avrai, regalami i trucchi che fai,
insegnami ad andare dovunque sarai, sarò.
E dimmi quanto maschere avrò.
Se mi riconoscerai, dovunque sarò, sarai

O Cordeiro de Deus

Eis o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.
Disse a garota eslava que veio do fundo.
Disse a garota africana na marginal.
Eis o cordeiro de Deus que vem pastorear.
E desce do carro pra negociar.
Eis o cordeiro de Deus saindo da escola.
Tem os olhos como duas moedas,
o sorriso como uma armadilha.
Te diz o que custa, te diz o que gosta.
Antes mesmo da sua resposta, te dá um sinal de paz.
E enquanto isso, dois policiais fazem de conta que não vêem.
Oh, me ajuda a fazer como dá, leva tudo que eu tenho.
Me ensina as coisas que ainda não sei, não sei.
E me diz quantas máscaras você terá e quantas máscaras eu terei.

Eis o cordeiro de Deus vestido de soldado,
com as pernas quebradas, com o nariz ensanguentado.
Se esconde na terra, entre as mãos tem a cabeça de um homem.
Eis o cordeiro de Deus que veio pedir perdão.
Para pra sentir o vento, mas no vento sente cheiro de chumbo.
Espancado e abençoado aos pés de uma montanha.
Fechado dentro de uma prisão, perseguido pela campanha.
Escondido dentro de um trem, amarrado em cima de um altar.
Eis o cordeiro que ninguém pode salvar.
Perdido no deserto, que ninguém pode encontrar.
Eis o cordeiro de Deus sem um lugar pra ficar.
Eis o cordeiro de Deus sem um lugar pra ficar.
Oh, me ajuda a ficar onde dá e leva tudo que eu tenho.
Me ensina as coisas que ainda não sei, não sei.
E me diz quantas máscaras você terá, me dá os truques que você faz,
me ensina a ir aonde você estiver, estarei.
E me diz quantas máscaras eu terei.
Se você me reconhecer, onde quer que eu esteja, você estará.

Composição: Francesco de Gregori