Todo elegante, encantando a multidão
Com amor e paixão no clarear da lua
Sua saída é contagiante
Quando os clarins vêm anunciar
O coração bate forte e vibrante
Faz o tambor silenciar
Ô, verde, preto e branco
Não vejo a hora de chegar
Pra ver o Homem da Meia-Noite
Pela rua passear
Pra ver o Homem da Meia-Noite
Pela rua passear
O homem saindo é show
E por isso estou com quem vai formar
Um mar de gente pra ver Calunga
Fazer bobão delirar
Não vou perder tempo agora
Ele sai na hora, sem atrasar
Lá vem o Homem da Meia-Noite
Pela rua a passear
O Homem da Meia-Noite pela rua a passear
O Homem da Meia-Noite pela rua a passear
O tambor silenciou pra ver o Calunga chegar
Te ver, preto e branco, pro carnaval começar
Calunga, Nossa Senhora do Rosário lhe chamou
Do Paço Alfaia, o olhar lhe abençoou
Vem, Calunga, Homem da Meia-Noite, vem
Vem, Calunga, meu tambor de Luanda, vem
Vem, Calunga, Homem da Meia-Noite, vem
Vem, Calunga, meu tambor de Luanda, vem
Vem, Calunga
À meia-noite, o tambor silencia
Em reverência aos orixás
O Homem da Meia-Noite carrega
A força dos ancestrais
No sábado de Zé Pereira
O Calunga faz homenagem
Aos tambores silenciosos
Vem, Calunga, Homem da Meia-Noite
O Calunga faz homenagem aos tambores silenciosos