No tempo em que seria feito
O que tivesse sido dito
Pelas vozes búlgaras
Trazidas pelo ar
E o som
Do oco chão batido de madeira
Fosse aqui de valadares
Com tamanco e agogô
De grão em grão
Toda rabeca de gramani
Enchesse a vida de carinho
E algo mais
Caruaru trouxesse pífanos de luz
Pra roda viva
E aí, quem sabe
Houvesse um mar, um Sol e um blues
De toda a coisa do mundo
Do fim do fosso, do fundo
Francisco, o santo ou o Mendes
O rio ou outro qualquer
Um olho, um brilho, uma trilha
De um novo homem sem rumo
A candelária em janeiro
E a gente cega de fé
Se após o começo
Houver um meio sem fim
Que seja um ponto no escuro
Um carma, um ato, um amor
Uma criança, um futuro
Um homem agora com rumo
O que fará nosso sonho
Trocar o não pelo
Sim?