Seis renglones
No vayas al otro lado
Decia mi madre llorando
Ya ves lo que a sucedido
Con el pobre de tu hermano
Aqui guardo los renglones
Que me escribio agonizando
El primer renglon me dice
Que ya no podia salvarse
El segundo si me encuentran
Me entierran junto a mi pade
Y el otro a mis paisano
Que se cruzan por el Rio Grande
En las fronteras del Norte
La muerte ronda muy cerca
Dia y noche por el Rio Bravo
El agua corre revuelta
Y la sangre de mis hermanos
La corriente se la lleva
Los ultimo seis renglones
Que alcanzo escribir mi mano
Son para los que se cruzan
Como yo el rio de mojados
Quidense de las traiciones
Si van para el otro lado
Mi sangre sirvio de tinta
Mi dedo de lapizero
Las heridas de mi cuerpo
Como frasco de tintero
De papel y de estampilla
La falda de mi sombrero
Seis Linhas
Não vá pro outro lado
Dizia minha mãe chorando
Já vê o que aconteceu
Com o pobre do seu irmão
Aqui guardo as linhas
Que ele me escreveu agonizando
A primeira linha me diz
Que já não podia se salvar
A segunda, se me encontrarem
Me enterram junto com meu pai
E a outra pros meus conterrâneos
Que cruzam pelo Rio Grande
Nas fronteiras do Norte
A morte ronda bem perto
Dia e noite pelo Rio Bravo
A água corre revolta
E o sangue dos meus irmãos
A corrente leva embora
As últimas seis linhas
Que consegui escrever com a mão
São para os que cruzam
Como eu, o rio dos molhados
Cuidado com as traições
Se forem pro outro lado
Meu sangue serviu de tinta
Meu dedo de lápis
As feridas do meu corpo
Como frasco de tinta
De papel e de selo
A aba do meu chapéu