Eu vi um taura tropeando, vir cantando pela estrada
Seu cantar dava o compasso pras pisadas da boiada
O tal vivente vinha cortando alvorada
Levando a tropa por diante, por cochilhas, por canhadas
Este gaúcho que falo é crioulo da campanha
Se aquece no frio da geada, boleando um trago de canha
Porque cantando nem vê as horas passar
E a distância fica curta pra quem tropeia ao cantar
Eira boi, eira boiada
Daqui um pouco é logo ali
Vai cantando pela estrada
Eira boi, eira boiada
E o canto junta a tropilha
Da estância ao fim da jornada
Pois não é que a tropa entende o cantar deste tropeiro
Não perde um boi da invernada, no estradear do dia inteiro
Das vez parada pra um chimbo ou pra chimarrear
Na sombra de sua carreta, canta pros bois descansar
Este gaúcho que falo é crioulo da campanha
Se aquece no frio da geada, boleando um trago de canha
Porque cantando nem vê as horas passar
E a distância fica curta pra quem tropeia ao cantar
Eira boi, eira boiada
Daqui um pouco é logo ali
Vai cantando pela estrada
Eira boi, eira boiada
E o canto junta a tropilha
Da estância ao fim da jornada
Eira boi, eira boiada
Daqui um pouco é logo ali
Vai cantando pela estrada
Eira boi, eira boiada
E o canto junta a tropilha
Da estância ao fim da jornada