395px

Certo Não Sabe

Guccini Francesco

Certo Non Sai

Certo non sai quanto sei dolce e bela quando dormi
coi tuoi capelli sparsi e abbandonati sul cuscino
neri e lucenti, come degli stormi
di corvi in volo chiaro del mattino.
Certo non so che cosa puoi sognare quando sogni
e appare solo appena un lieve affanno nel respiro
che ti esce piano e si mescola coi suoni
di questa notte che si consuma in giro.
E sulla tua fronte gocce di sudore;
io vorrei asciugarle, io vorrei parlarti,
dirti cose vane ma c'è in me il timore
di spezzarti il sonno, forse di svegliarti.
Forse non sai quando sia felice nel vederti
addormentata e persa accanto a me, stesa vicino;
quanto sia bello il gioco dell'averti
in sogno verso chissà quale destino.

Certo non sai quanto mi commuovi quando dici
parole strane e quasi senza senso a mezza voce,
forse ricordi di attimi felici
persi in un atomo onirico veloce.
Certo non so con cosa o chi sorride quel sorriso;
dicon con gli angeli ma il nostro cielo è quello umano,
un lampo breve che dà luce al viso
accarezzato da questa mia mano.
Questa breve notte lenta si frantuma
ed il nuovo giorno piano sta arrivando,
già sull'est albeggia, non c'è più la luna;
sveglia ti alzi e chiedi: "Cosa stai guardando?"
Forse non sai quando di sonno e di notte sei bagnata
quanto ti ami e quanto siano vuote le parole;
chiedo: "Che sogni ti hanno accompagnata?"
e fuori il giorno esplode al nuovo sole

Certo Não Sabe

Certo não sabe o quanto sei doce e bela quando dorme
com seus cabelos soltos e abandonados no travesseiro
negros e brilhantes, como bandos
de corvos voando ao amanhecer.
Certo não sei o que você pode sonhar quando sonha
e aparece só um leve suspiro no seu respirar
que sai devagar e se mistura com os sons
desta noite que se consome ao redor.
E na sua testa gotas de suor;
eu queria secá-las, eu queria te falar,
dizer coisas vazias, mas há em mim o medo
de quebrar seu sono, talvez de te acordar.
Talvez não saiba o quanto sou feliz ao te ver
dormindo e perdida ao meu lado, deitada perto;
quanto é bonito o jogo de te ter
em sonho rumo a sei lá qual destino.

Certo não sabe o quanto me comove quando diz
palavras estranhas e quase sem sentido em voz baixa,
talvez lembranças de momentos felizes
perdidos em um átomo onírico veloz.
Certo não sei com o que ou quem sorri esse sorriso;
dizem que com os anjos, mas nosso céu é humano,
um relâmpago breve que ilumina o rosto
acariciado por esta minha mão.
Esta breve noite lenta se despedaça
e o novo dia devagar está chegando,
já no leste amanhece, não há mais lua;
acorda, levanta e pergunta: "O que você está olhando?"
Talvez não saiba o quanto de sono e de noite você está molhada
quanto te amo e quão vazias são as palavras;
pergunto: "Que sonhos te acompanharam?"
e fora o dia explode com o novo sol.

Composição: