395px

Culodritto

Guccini Francesco

Culodritto

Ma come vorrei avere i tuoi occhi, spalancati sul mondo come carte assorbenti
e le tue risate pulite e piene, quasi senza rimorsi o pentimenti,
ma come vorrei avere da guardare ancora tutto come i libri da sfogliare
e avere ancora tutto, o quasi tutto, da provare...

Culodritto, che vai via sicura, trasformando dal vivo cromosomi corsari
di longobardi, di celti e romani dell' antica pianura, di montanari,
reginetta dei telecomandi, di gnosi assolute che asserisci e domandi,
di sospetto e di fede nel mondo curioso dei grandi,

anche se non avrai le mie risse terrose di campi, cortile e di strade
e non saprai che sapore ha il sapore dell' uva rubato a un filare,
presto ti accorgerai com'è facile farsi un' inutile software di scienza
e vedrai che confuso problema è adoprare la propria esperienza...
Culodritto, cosa vuoi che ti dica? Solo che costa sempre fatica
e che il vivere è sempre quello, ma è storia antica, Culodritto...

dammi ancora la mano, anche se quello stringerla è solo un pretesto
per sentire quella tua fiducia totale che nessuno mi ha dato o mi ha mai chiesto;
vola, vola tu, dov' io vorrei volare verso un mondo dove è ancora tutto da fare
e dove è ancora tutto, o quasi tutto...
vola, vola tu, dov' io vorrei volare verso un mondo dove è ancora tutto da fare
e dove è ancora tutto, o quasi tutto, da sbagliare...

Culodritto

Ah, como eu queria ter seus olhos, abertos pro mundo como papel toalha
E suas risadas limpas e cheias, quase sem remorsos ou arrependimentos,
Ah, como eu queria ter pra olhar tudo de novo como livros pra folhear
E ter ainda tudo, ou quase tudo, pra experimentar...

Culodritto, que vai embora tranquila, transformando ao vivo cromossomos piratas
De longobardos, celtas e romanos da antiga planície, dos montanheses,
Rainha dos controles remotos, de gnoses absolutas que você afirma e pergunta,
De desconfiança e fé no mundo curioso dos grandes,

Mesmo que você não tenha minhas brigas de barro de campos, quintais e ruas
E não saiba que gosto tem a uva roubada de um parreiral,
Logo você vai perceber como é fácil criar um software inútil de ciência
E verá que confuso problema é usar a própria experiência...
Culodritto, o que você quer que eu diga? Só que sempre dá trabalho
E que viver é sempre isso, mas é história antiga, Culodritto...

Me dá mais uma mão, mesmo que apertá-la seja só um pretexto
Pra sentir essa sua confiança total que ninguém me deu ou me pediu;
Voa, voa você, pra onde eu queria voar pra um mundo onde ainda tem tudo pra fazer
E onde ainda tem tudo, ou quase tudo...
Voa, voa você, pra onde eu queria voar pra um mundo onde ainda tem tudo pra fazer
E onde ainda tem tudo, ou quase tudo, pra errar...

Composição: