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Mundo Novo

Guccini Francesco

Mondo Nuovo

Corre veloce, ma in che senso
il nostro tempo sconosciuto e strano
e i nostri occhi spaventati
guardano ciò che ci circonda
e non sanno credere ad un tecnico sortilegio che
pian piano e indifferente ci rapina
e ci trascina verso una realtà
che non vedremo mai (fra entità sconosciute e computers)
che non vedremo mai (fra le schede cifrate e le città)
che non vedremo mai...

E corre l' uomo confuso verso
ciò che neanche lui capisce,
chi ha programmato la sua vita
non sa chi sia e dove; ma che
importa, se solo questo lo fa
già dubitare del suo equilibrio
e aperta è già la strada oscuramente
verso una nuova realtà
che non capirà mai ( fra entità sconosciute e computers )
che non capirà mai ( fra le schede cifrate e le città )
che non capirà mai...

E non sapremo perchè e come
siamo di un' era in transizione
fra una civiltà quasi finita
ed una nuova inconcepita.
Se quasi nessuno ormai più crede,
quale mai sarà la nuova fede,
quali mai saran le nuove mete
che spegneranno la nostra eterna sete
di poter essere sé...

Anche se poi qualcuno soccomberà
io non so dire chi fra noi due sarà
quest' uomo nuovo
che avvince anche me
nel mondo nuovo che
noi non vedremo mai ( fra entità sconosciute e computers )
noi non vedremo mai ( fra le schede cifrate e le città )
noi non vedremo mai...

Mundo Novo

Corre rápido, mas em que sentido
nosso tempo é desconhecido e estranho
e nossos olhos assustados
observam o que nos cerca
e não conseguem acreditar em um truque técnico que
pouco a pouco e indiferente nos rouba
e nos arrasta para uma realidade
que nunca veremos (entre entidades desconhecidas e computadores)
que nunca veremos (entre as placas cifradas e as cidades)
que nunca veremos...

E corre o homem confuso em direção
aquilo que nem ele entende,
quem programou sua vida
não sabe quem é e onde; mas que
importa, se só isso já o faz
duvidar do seu equilíbrio
e já está aberta a estrada obscura
para uma nova realidade
que nunca entenderá (entre entidades desconhecidas e computadores)
que nunca entenderá (entre as placas cifradas e as cidades)
que nunca entenderá...

E não saberemos por que e como
estamos em uma era de transição
entre uma civilização quase acabada
e uma nova inconcebível.
Se quase ninguém mais acredita,
qual será a nova fé,
quais serão os novos destinos
que apagarão nossa eterna sede
de poder ser quem somos...

Mesmo que alguém acabe sucumbindo
não sei dizer quem entre nós dois será
esse homem novo
que também me cativa
neste mundo novo que
nós nunca veremos (entre entidades desconhecidas e computadores)
nós nunca veremos (entre as placas cifradas e as cidades)
nós nunca veremos...

Composição: