No coração da floresta
Onde a Lua se esconde
Matinta Pereira canta cumpade!
E o silêncio se rompe
Rasga Mortalha, guardiã
Na escuridão, ela ecoa
Com o seu manto de mistério
A velha da noite voa
Com os seus olhos de fogo ardente
Ela guarda, ela pia!
Os segredos da natureza
Na penumbra vigia
Com sua risada que assusta
Assobio arrepiante
É a voz da consciência
Da floresta delirante
Quando a noite cai
E as estrelas despertam
Matinta Pereira surge
E os espíritos se alertam
Ela dança com os ventos
É dos animais a protetora
Rasga Mortalha a guaardiã
Da floresta a defensora
Matinta, Matinta, Pereira
Senhora sombria da floresta
Com o seu assobio tenebroso
Proteja a verde selva
Com o teu canto assombroso