Parceiro, agarra da oreia
E da cedeira do buçal
Que eu vou passá o maneador
E vira os beiço pra os lado
Calço o bocal nos curnílho
E livro a língua pra um lado
Pois foi alcançando as garras
E olhando os véio domando
Que aprendi desde novo
As normas do queixo atado
Que aprendi desde novo
As normas do queixo atado
Lembro o primeiro matungo
Que galopiei ainda guri
Um pelego meio bueno
Foi pagamento da doma
Que ao entregar, recebi
E quando falo de potro
Lembro os tantos domando
Sovando queixos de éguas
E no puro freio enfrenando
Sovando queixos de éguas
E no puro freio enfrenando
Eu fui alcançador de garra
Nas primaveras da estância
E golpiei muita taquara
Sonhando ser domador
E quando um potro se arrastava
Eu achava muito lindo!
E corria faceiro, sorrindo
Pra enrodilhar o maneador
De tirão se vai o laço
Rumo ao fino do pescoço
Buçal torcido e maneia
Pra o potro do berro grosso
E o índio que se arremanga
De potreira ao meio pé
Um guri que alcance as garras
E vá aprendendo como é
Que este ritual é pra quem pode
E nem sempre, pra quem quer!
Que este ritual é pra quem pode
E nem sempre, pra quem quer!
O tempo envelhece tudo
Mas nunca a sabedoria
No bocal tem muita ciência
O freio requer paciência
E arrocinar, picardia
Mas jamais saberá tudo
E quem entende conhece
Que ninguém faz bom aluno
Se um dia não teve mestre
Que ninguém faz bom aluno
Se um dia não teve mestre
Eu fui alcançador de garra
Nas primaveras da estância
E golpiei muita taquara
Sonhando ser domador
E quando um potro se arrastava
Eu achava muito lindo!
E corria faceiro, sorrindo
Pra enrodilhar o maneador