Apertei a cincha pra firmar meu rumo
E calcei esporas, pra bater estrivos
Sovei bem as rédeas pra curtir os dedos
Dar vida a alma neste chão nativo
Buscar essências, pra buscar meu canto
Buscar um elo essencial pra vida
Sentir a Lua me passando olhares
Quando a saudade se faz mais comprida
Ouvir concelhos dos meus pensamentos
Ouvir palavras quando a noite adentra
De um sentimento que a tempos sinto
Pela carência que meu peito enfrenta
Buscar aquilo que me torna vivo
Um ritual de um fundão de campo
Dar vida a alma neste chão nativo
Manter essências pra buscar meu canto
Apertei a cincha com pelego alto
Cabeçada simples segurando o freio
Quatro cascos desenhando o chão
No corredor que vou, cortando ao meio