O Tilefonitis
Pira ekato fores, gia na matho an zis
mou apantise pou les, tilefonitis
Pira na sou po filia me to fos svisto
evtichos pou in' i doulia, ke tha xechasto
Ki ochi desmi, chorismi, tis zois pirasmi
ki ochi tipota pia
Tin aformi, sto kormi sti grammi
pou kitane kachypopta pia
Na vasanizome to soma sou na vro
ki esi na pezis to chameno thisavro
Ke giro i nichta, mia nichta, sa nichta na pefti
ke na 'ne proi
Ki i apousia sta dichtia, me dichtia na psachni
na vri to giati
Na vasanizome to soma sou na vro...
S'ena kokkino charti, m'ena ble stylo
mou 'ches grapsi pos ke ti ke ton arithmo
Ke milousam' os arga, de s'afino, den
ki opos s'echane i kardia, pire to miden
Ki ochi desmi, chorismi, tis zois pirasmi...
O Telefone
Liguei cem vezes, pra saber se você tá aqui
me respondeu dizendo, telefone
Liguei pra te dizer que a luz se apagou
feliz que o trabalho acabou, e vou me esquecer
E não é prisão, separação, da vida a tensão
e não é nada mais
A desculpa, no corpo, na linha
que olhavam tão desinteressados já
Me torturando, seu corpo pra eu achar
e você brincando com esse tesouro perdido
E a noite gira, uma noite, só uma noite pra cair
e já é de manhã
E a ausência nas redes, com redes pra procurar
pra achar o motivo
Me torturando, seu corpo pra eu achar...
Num papel vermelho, com um estilo azul
você escreveu como e o que e o número
E conversamos tão tarde, não te deixo, não
e como seu coração te deixou, ficou no zero
E não é prisão, separação, da vida a tensão...