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Não Através de Nossos Olhos

Heart of Sun

Not Through our Eyes

Which visions of reality did we have,
Through the glass eye of technology,
And the dull eye of religion,
In this deceptive self assurance?

Blindly looking at the steps,
Through the telescope I couldn't see,
The essence of being human,
Nor learn what distance means, what distance means.

Blindly looking at the cells,
Through the microscope I couldn't see,
The stars which live in every creature,
The immediate key to infinity.

If only one breath was left to me,
I would use it to realize,
How innocently this flower grows,
With my eyes now I see.
If only one heartbeat was left to me,
I would spend it to forgive,
This blossom is full of promises,
And nothing more now I need.

Blindly looking at ourselves,
We saw infallible believers,
Holding tight on our position,
In ignorance we doomed the world.

Looking at the others,
Through my doctrine I couldn't see,
Such a blessing is being different,
A gift for all humanity.

If only one heartbeat was left to me,
I would spend it to forgive,
This blossom is full of promises,
And nothing more now I need.

Não Através de Nossos Olhos

Quais visões da realidade tivemos,
Através do olho de vidro da tecnologia,
E o olho opaco da religião,
Nesta autoafirmação enganosa?

Olhando cegamente para os passos,
Através do telescópio eu não conseguia ver,
A essência de ser humano,
Nem aprender o que distância significa, o que distância significa.

Olhando cegamente para as células,
Através do microscópio eu não conseguia ver,
As estrelas que vivem em cada criatura,
A chave imediata para a infinidade.

Se ao menos um último suspiro me restasse,
Eu o usaria para perceber,
Como essa flor cresce inocentemente,
Com meus olhos agora eu vejo.
Se ao menos um último batimento me restasse,
Eu o gastaria para perdoar,
Essa flor está cheia de promessas,
E nada mais agora eu preciso.

Olhando cegamente para nós mesmos,
Vimos crentes infalíveis,
Apertando firme nossa posição,
Na ignorância, condenamos o mundo.

Olhando para os outros,
Através da minha doutrina eu não conseguia ver,
Que bênção é ser diferente,
Um presente para toda a humanidade.

Se ao menos um último batimento me restasse,
Eu o gastaria para perdoar,
Essa flor está cheia de promessas,
E nada mais agora eu preciso.

Composição: Gianluca Ferro, Mark Vikar