395px

Sombras Nada Mais

Héctor Lavoe

Sombras Nada Mas

Quisiera abrir lentamente mis venas
Mi sangre toda verterla a tus pies
Para poderte demostrar
Que más no puedo amar

Y, entonces, morir después
Y, sin embargo, tus ojos azules
Azul que tienen el cielo y el mar
Viven cerrados para mí
Sin ver que estoy aquí
Perdido en mi soledad

Sombras nada más, Acariciando mis manos
Sombras nada más, En el temblor de mi voz
Pude ser feliz, y estoy en vida muriendo
Y entre lágrimas viviendo
El pasaje más horrendo de este drama sin final

Sombras nada más entre tu vida y mi vida
Sombras nada más entre tu amor y mi amor
Qué breve fue tu presencia en mi hastío
Qué tibias fueron tus manos, tu voz
Como luciérnaga llegó tu luz

Y disipó las sombras de mi rincón
Y yo quedé como un duende temblando
Sin el azul de tus ojos de mar
Que se han cerrado para mí sin ver que estoy aquí
Perdido en mi soledad

Sombras nada más acariciando mis manos
Sombras nada más en el temblor de mi voz
Pude ser feliz y estoy en vida muriendo
Y entre lágrimas viviendo el pasaje más horrendo
De este drama sin final

Sombras nada más entre tu vida y mi vida
Sombras nada más entre tu amor y mi amor

Sombras Nada Mais

Queria abrir lentamente minhas veias
Ver todo meu sangue escorrendo aos seus pés
Pra poder te mostrar
Que não posso amar mais

E, então, morrer depois
E, no entanto, seus olhos azuis
Azul que tem o céu e o mar
Vivem fechados pra mim
Sem ver que estou aqui
Perdido na minha solidão

Sombras nada mais, Acariciando minhas mãos
Sombras nada mais, No tremor da minha voz
Pude ser feliz, e estou vivo morrendo
E entre lágrimas vivendo
O trecho mais horrendo desse drama sem fim

Sombras nada mais entre sua vida e minha vida
Sombras nada mais entre seu amor e meu amor
Quão breve foi sua presença no meu tédio
Quão mornas foram suas mãos, sua voz
Como uma vagalume chegou sua luz

E dissipou as sombras do meu canto
E eu fiquei como um duende tremendo
Sem o azul dos seus olhos de mar
Que se fecharam pra mim sem ver que estou aqui
Perdido na minha solidão

Sombras nada mais acariciando minhas mãos
Sombras nada mais no tremor da minha voz
Pude ser feliz e estou vivo morrendo
E entre lágrimas vivendo o trecho mais horrendo
Desse drama sem fim

Sombras nada mais entre sua vida e minha vida
Sombras nada mais entre seu amor e meu amor

Composição: Francisco Juan Lomuto / José María Contursí